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“Estou pensando em cursar nutrição, o que você acha?”



“Estou pensando em cursar nutrição, o que você acha?” Costumo receber com muita frequência essa pergunta, ainda mais agora que estamos vivendo um tempo onde a saúde está em alta pelos canais de comunicação. E como na maioria das vezes as pessoas esperam uma resposta rápida, fácil e definitiva acabo não tendo o tempo necessário para dar a devida atenção à resposta naquele momento.

Mas agora é o momento! Tenha paciência e vamos lá.

Faz mais de 10 anos que estou no mundo da nutrição e tive a honra de conhecer nutricionistas de extrema competência, e o mais legal disso tudo é observar que essas pessoas tinham algo em comum: a capacidade de discorrerem sobre suas próprias vidas. Simples? Nada disso, algo muito raro. Essa habilidade possibilitava esses profissionais guiarem como ninguém seus pacientes, clientes, colaboradores, alunos na busca de seus objetivos. Essas pessoas sabiam como suas vidas e processos pessoais estavam e por isso, sabiam até que ponto poderiam servir e orientar às pessoas.

Eu me tornei fã de muitas dessas pessoas, explorando seus trabalhos, lendo seus livros e até mesmo pedindo ajuda. Mentoras e mentores que tiveram um grande impacto em minha vida em seus mais diversos aspectos. Posso afirmar até mesmo, que o caminho que minha vida tomou deve-se em grande parte à influência dessas pessoas inspiradoras. A questão nem é a técnica, metodologia ou cursos que fizeram, era simplesmente suas personalidades, suas essências, seus sonhos.

Essas pessoas me mostraram o que era ser um nutricionista, alguém que serve às pessoas de coração. E aí o meu critério ficou rigoroso.

Hoje vemos o crescimento de profissões que envolvem propósito, liberdade de horários, etc. E a nutrição entra em uma categoria estigmatizada pela ilusão de blogueiras(os), por exemplo. Muitos alunos e alunas entram na faculdade despreparados e sem critério para definir um bom profissional, seguindo assim para o mercado de trabalho. Esse é um perigo na valorização da nutrição.

O profissional da nutrição deve estar mais que comprometido com o seu próprio desenvolvimento. Compete a essa pessoa saber onde está na vida e até onde pode levar seu cliente. O simples conhecimento teórico não basta: você precisa conhecer o trajeto da viagem para poder ajudar alguém.

Por isso, se você quer ser nutricionista, tem o interesse em essência para servir às pessoas, lembre-se: de nada irá adiantar querer ajudar aos outros se não conseguir ajudar a si mesmo.

Dessa forma, para cada pergunta que escuto sobre ser nutricionista só posso oferecer outra pergunta:

“Qual a sua disposição para atingir o seu real potencial como ser humano?”

#Insight

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Francisco Beltrão - Paraná

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